segunda-feira, 10 de agosto de 2009

HÁ TEMPO PARA TUDO! MENOS NO SENADO

“Para tudo há um tempo,(...) tempo pra calar, tempo para falar;(...) tempo para guerra, tempo para a paz”. Essa passagem encontra-se na Bíblia Sagrada, no livro de Eclesiastes, capítulo 3. É notável que o Ser Humano, em sua história, tem demonstrado dificuldade para tomar decisões em tempo hábil. Mas, para o Presidente do Senado e seus 20 a 30 apoiadores, parece não existir tempo algum para a vergonha chegar a suas caras e tornarem-lhes seus semblantes avermelhados como seria de se esperar, caso fossem cidadãos honestos e trabalhadores.
" A Administração Pública direta e indireta de qualquer dos Poderes da União dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios obedecerá aos princípios da legalidade, IMPESSOALIDADE, MORALIDADE, publicidade e eficiência”, trecho extraído da Constituição Federal, e que, o senador Paulo Duque, Presidente do Conselho de Ética, provavelmente conheceria, caso não fosse um senador suplente, bem como a maioria dos brasileiros. Parece que o único encarte que lhe chegou às mãos foi o dos poderes do Presidente do Conselho, e, de forma destacada, o trecho que lhe garante a indecorosa situação de arquivar processos sumariamente, sem ao menos promover a investigação sobre as denúncias contidas nos mesmos.
Paulo Duque, como Presidente do Conselho de Ética, ocupa um dos mais importantes postos na República Federativa, mas, como suplente, não tem legitimidade para tal, já que representa no máximo, 02 cidadãos brasileiros, sendo ele mesmo e talvez, quem sabe, seu titular licenciado, o Governador Sérgio Cabral. Duque deveria ter a hombridade de investigar as denúncias contra José Sarney. Mas, não! Resolveu se acovardar, arquivando sumariamente todas as denúncias contra o Presidente do Senado, e pior, tem ligado e conversado em particular com os outros senadores do Conselho de Ética, para que estes, também se acovardem, votando no plenário do Conselho a decisão de esconder as falcatruas, erros, mentiras, e o lixo de alguns senadores, entre eles, o Presidente da Casa, José Sarney.

Se vergonha na cara não é uma qualidade desse grupo, devemos pelo menos alertá-los com o vocabulário que eles compreendem, o dos votos. 2010 está aí, e caso não tenham a mesma opinião de Paulo Duque: "Não estou nem preocupado com isso, porque a opinião pública é muito volúvel, ela flutua. E quem tem muita influência sobre ela são vocês, jornalistas”(Duque ao assumir a Presidência do Conselho), vocês, senadores do Conselho, podem dar um alento a sociedade, investigando as denúncias contra Sarney, sob pena de lhe ser conivente com os possíveis crimes já denunciados.

Basta! A nação precisa de moralidade no trato das coisas públicas, e caso os senhores senadores não saibam o significado desse princípio da Administração, é melhor mesmo que essa casa, o Senado Federal, desapareça da hierarquia do Poder Nacional, assim como defendeu o Presidente da Ordem dos Advogados do Brasil, Cezar Britto.
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