Para aquele leitor assíduo que não somente lê uma única parte de um jornal, mas o consome como um todo, é possível perceber que os colunistas sociais muitas das vezes detêm informações, ou melhor, tem acesso a informações das conjunturas e costuras políticas antes mesmo dos próprios colunistas e repórteres específicos ou especialistas em política. Cito aqui alguns, dentre os vários espalhados por todo o país: Cesar Giobbi, Theodomiro Paulino, Mônica Bergamo, Paulo César Oliveira (PCO), Glorinha Cohen.
Se acompanharmos o histórico das publicações desses colunistas sociais e compararmos com o restante do meio de comunicação em que estão inseridos, veremos vários furos de reportagem, vários fatos noticiados por eles em primeira mão, que somente em edições futuras são confirmadas pelos jornalistas/analistas políticos.
Mas como isso pode acontecer? Não é difícil de explicar: Primeiramente, tem que se registrar aqui que, esses colunistas sociais possuem um extraordinário hábito de leitura, o que lhes conferem uma visão ampla da realidade momentânea; segundo, que eles são cidadãos com ótima circulação entre a alta sociedade, casta essa em que se enquadram os nossos políticos, e assim, esses colunistas participam de eventos que, por mais comemorativos que sejam, sempre existem as rodas de conversas onde estratégias e acordos são fechados; e o último dos motivos, mas não menos importante, é que brasileiro é povo curioso, adora escutar falar da vida dos outros, principalmente de personalidades. Dessa forma, as colunas sociais são muito visitadas, muito lidas, a ponto dos próprios assessores dos parlamentares e chefes do executivo, se encarregarem de lançar a notícia aos colunistas sociais de indiscutível reconhecimento.
Portanto, não ignorem ou classifiquem como boatos as notícias presentes nas diversas colunas sociais do país, pois lá poderão estar toda a arquitetura do cenário político contemporâneo.
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